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Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga

Data: 17/6/2009    Créditos: http://www.promusica.org.br/    (+ Notícias e Artigos)

Em 1990, o Centro Cultural Pró-Música - já conhecido como celeiro de músicos
de orquestra e instituição verdadeiramente vocacionada para produzir cultura - se
lançou em novo desafio: criar um pioneiro festival temático com a tarefa de
resgatar o imenso e, até então, pouco conhecido patrimônio musical do Brasil
Colônia.

Em 2009, o Festival chega a sua vigésima edição fechando um ciclo de intensa
atividade que refletiu na divulgação, mas principalmente, no conceito de que hoje
desfruta a música colonial brasileira no cenário mundial. O efeito de cada uma das
edições realizadas anualmente em Juiz de Fora (Minas Gerais) multiplicou-se
planetariamente por meio de 17 CDS, um DVD e oito livros - sete destes
publicando os trabalhos acadêmicos dos Encontros de Musicologia Histórica,
evento bienal realizado pelo Festival. Os registros da música colonial, iniciados
como discos de estudo com a participação de alunos e professores passaram, nos
últimos dez anos, a serem feitos pela Orquestra Barroca do Festival. Formação
orquestral que reúne nomes de destaque na cena da música antiga mundial, a
orquestra e seu regente, Luís Otávio Santos, têm continuamente ampliado as
fronteiras para nossa música colonial e para a interpretação brasileira da música
antiga com instrumentos de época.

Em solo nacional esta repercussão também se traduziu em premiações. A mais
recente é o reconhecimento como bem imaterial pela Prefeitura de Juiz de Fora. O
Governo brasileiro, através da Casa Civil da Presidência da República, concedeu
sua principal insígnia, por duas vezes, aos organizadores do Festival. Ainda uma
terceira vez, com novo prêmio, o Ministério da Cultura reconheceu a relevância do
trabalho de preservação de nosso patrimônio imaterial.

Como em toda iniciativa dedicada ao bem comum, o sucesso do Festival é uma
construção coletiva. Dele participam e participaram músicos, intérpretes e
professores consagrados, grandes empresas, o poder público, centenas de
milhares de apreciadores e centros culturais parceiros. Um dos exemplos é a
AFFA (Association Française d'Action Artistique), que em várias edições do evento
trouxe ao Brasil estrelas do cenário francês. Neste Ano da França no Brasil, o
Festival reverencia a cultura francesa com a interpretação de compositores
daquele país por todas as suas formações orquestrais.

Com a comemoração de suas vinte edições, o Festival abre um novo ciclo, agora
voltado para o aprofundamento de sua face de pesquisa. Um parceiro expressivo
nesta área tem sido a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Os laços
estreitados no passado lançam uma perspectiva para o futuro com a ampliação da
interface acadêmica do Festival.

Para marcar o ano de 2009, o grande destaque é o retorno do violinista belga e
um dos maiores nomes no cenário da música antiga mundial e um dos pioneiros
desse movimento na Europa, Sigiswald Kuijken. Fundador da aclamada La Petite
Bande - na qual também atua Luís Otávio Santos, Kuijken esteve no Festival em
sua 12ª edição, em 2001. Este ano, os mais de 40 cursos e oficinas do evento
serão realizados em uma das mais tradicionais casas de ensino de Juiz de Fora: o
Colégio dos Jesuítas.

Prêmios
O reconhecimento ao trabalho de preservação de nosso patrimônio cultural está
patente pela importância das premiações recebidas pelo Centro Cultural Pró-
Música. Em 2000, o Ministério da Cultura, através do Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan) concedeu ao Festival o prêmio Rodrigo Mello
Franco de Andrade, na categoria preservação de bens móveis e imóveis. De
caráter nacional, o prêmio, é oferecido anualmente pelo Iphan a ações de
preservação do patrimônio cultural brasileiro que, em razão da sua originalidade,
vulto ou caráter exemplar, façam-se dignas de registro, divulgação e
reconhecimento. Dois anos depois, o Pró-Música recebeu a Ordem do Mérito
Cultural do Ministério da Cultura por sua contribuição na divulgação mundial da
cultura brasileira. A insígnia concedida pelo Conselho Nacional de Política Cultural
e pelo Ministério da Cultura é o maior prêmio que uma instituição dedicada à
cultura no Brasil pode alcançar. Por razões semelhantes, a Secretaria de Cultura
do Estado de São Paulo incluiu o Festival entre o vencedores do Prêmio Carlos
Gomes de 2004 pelo conjunto da obra. Em 2007, o violinista barroco e diretor
artístico do Festival, Luís Otávio Santos, também foi agraciado com a Ordem do
Mérito Cultural do Ministério da Cultura pelo reconhecido trabalho de divulgação
da cultura brasileira no exterior.

Para maiores informações e inscrições acesse http://www.promusica.org.br/

Veja fotos, hotéis e mais informações do destino: Juiz de Fora




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